segunda-feira, agosto 29

OBRAS


COMEÇADAS AS VOTAÇÕES 
Se derem por falta de mais alguma banda, por favor avisar nesse post, para não cometermos nenhuma injustiça.
Esperamos compreensão.


Atenciosamente,
Megazord
Gerente Administrativo


Obs.: Desculpem os transtornos, estamos passando por algumas modificações para melhor atendê-los ;)


SALI: Reclamações, dúvidas, ou perguntas estúpidas, favor, consultar  o SALI, em algum Gadget ao lado.

domingo, agosto 28

Ensaio no Parque (20/08) – PS: Sarau Multicultural

O toque irritante em midi, anunciando o recebimento de um sms, me fez despertar chateada, implorava por mais 15 minutos de sono vespertino para poder curar a ressaca do dia anterior e o trabalho do dia atual. Bruscamente levantei minha mão da cama para a mesa ao lado procurando o celular.

“Vou para o Ensaio no Parque. E vc?”

Respondo um “tb” rápido, levanto suada, o que custava me dar mais quinze minutos de sono? Bom, quinze minutos já era o tamanho do meu atraso. Contava com o atraso rotineiro do evento para chegar pontualmente.

     Lembrei do Sarau Multicultural e o “zerinho ou um” tirado para ver quem ia passar no evento, chegando à conclusão que, às vezes, é bem ruim misturar entretenimento com trabalho.

Troquei-me rapidamente com o sono ainda batendo...

     Estava ainda vivo na memória o fiasco do Sarau Multicultural e a sensação de perca de tempo que pareceu invadir as pessoas que eu pensei que fossem assistir ao evento, e deixaram a marca de sua ausência exposta no vácuo formado no meio da praça. Só os gatos pingados de sempre apareceram para bater o ponto.

Amarrei o cabelo volumoso em um coque estranho e costumeiro, passei algo na boca, calçando a mesma sandália surrada de guerra.

     O Sarau... mais um evento produzido visando trazer alternativas de lazer além dos forrós e pagodes excessivos da região, mais um evento: às moscas.

     Há alguns anos era possível ver quatro vezes mais público do que agora nesses eventos. Qual é exatamente o problema? Onde está a falha? As pessoas já não gostam mais de rock? O rock está morrendo? Todo aquele pessoal que assistia a aqueles shows de antes se mudaram? Morreram? Viraram pagodeiros? Ou se trancaram em casa preferindo, por amor aos tímpanos, escutar o seu rockzinho bem trabalhado?

Quase escorregando ao descer a escada, não consegui oprimir uma sensação de desgosto... Mas a gente se acostuma a tanta coisa não é mesmo? Uma a mais, uma a menos, maldito comodismo!

     Qual das alternativas é mais aceitável? Acreditar que aquela lotação de antigamente na concha acústica não era nada mais do que um público poser e modista? Ou será que a falta de animação e público não se trate apenas da falta de roqueiros na região, se trate também das sequelas deixadas pelas bandas que socam nos seus ouvidos sons mal-feitos? Você sairia de casa sabendo que iriam macular músicas que embalaram suas dores, suas alegrias, sua meditação, suas emoções?...O quê estava eu fazendo saindo de casa? Ah, trabalho, maldito diversão! Uma ultima esperança... será que é possível? Será que meu querido rockn’roll não deixará bons descendentes? Será que tudo vai ser destruído pela massa colorida e consumidora compulsiva de prazeres exagerados?

Arrastando-me em caminho ao parque municipal, escutei ao longe o sinal que anunciava que minha especulação sobre a pontualidade do evento estava errada.

     Uma voz feminina, uma canção nacional, batidas de um hit oitentista.

Apresso o passo, não tinha escutado, ainda, um vocal feminino no evento, a música acaba.

     Começa outro hit, é Nirvana, é uma harmonia fiel, é um inglês relativamente bem pronunciado, ao menos sabe a letra, satisfaz um tanto.

Coloco o pé no quiosque, acaba a música. Vou atrás de um conhecido. Acaba o “ensaio” dessa banda tão logo eu cheguei. Procuro informação, qual é banda? Que nota para o ensaio?:

     A Retrospecto em retrospecto, só hits antigos, os mais pops, adaptados ao vocal feminino. Nota para o repertório: 7,0. Nota para a banda em geral, avaliando harmonia, desenvoltura e solos em gerais errados: 6,0. Leva um: nada mal. E eu perdi a apresentação...

Coletadas as informações, me contento com o fato de não ter visto a banda e ter que usar do discernimento de outros para comentá-la. Próxima banda “sobe” ao “palco”. Ótimo! Que continue o ensaio!

     Reliving invade o palco com “seu sorriso de merda” em meio a uma galera desanimada e apreensiva demonstram “sua alegria passageira” enquanto eu assisto copiosamente a voz melosa transformar-se em guturais exagerados que deveriam demonstrar um sentimento reprimido se libertando, mas “isso me incomoda... mesmo estando por fora” porque as músicas em gerais são o cúmulo do egocentrismo, o sentimento reprimido é falso, sem sentido e mais temporário que a “alegria passageira”, é a pura depressividade em excesso, idolatrada em demasia por um estilo que não é nada mais que as vontades do ego brigando com o superego em uma guerra interna e fútil. Maldito seja o dia no qual a alegria não for passageira, maldito seja o dia que só houver felicidade, maldito seja o dia no qual a raça humana estancará na escala evolutiva por já ter alcançado a alegria eterna.*

Olho ao redor procurando encontrar suporte psicológico que me faça crer que aquilo não será o futuro. Aproximadamente vejo um grupo de punks fazer piada com a banda e tentar, em vão, com o seu violão abafar o som excessivamente doloroso que vem do “palco”.

     O Punk, movimento da década de 70, rápido, cru, gritado, cantado, rasgado, vivo, revolucionário, muito mais que um som, um rasgo na sociedade cuspindo todas as feridas expostas (desemprego, guerra, violência, etc.) que eram superficialmente maquiladas com hipocrisia e dissimulada ditadura. Movimento musical e social.

     Outro. Os hippies, surgindo dos movimentos musicais na década de 60, tão forte era o seu ímpeto por lutar por algo maior, que toda a referência musical que originou o “estilo” ficou em segundo plano, precursores da luta ambiental e da anarquia, pregadores da paz e do amor.

Por entre o barulho apreciei uma tentativa de Tom Jobim de um mero violão sufocado pelos guturais. É pau, é pedra... Será que é o fim do caminho? (Será que ficaria legal em uma versão de rock?)

     Mas nem tudo são flores, as coisas desandam quando se tem intenção e falta disposição para mediar dois pontos de vistas. Se for tudo radical demais, exemplo de dois movimentos que deixaram uma lição de luta social, a maioria SE não respeitar a opinião dos outros destroça os diferentes, e os diferentes tem que entender que ser diferente também é igual em direitos. 

     Essa mania de tentar impor aos outros aquilo que eles não querem e nem conseguem entender, essa mania do ser humano de olhar só do seu próprio ponto de vista. “Eu sei que não errei, a vida inteira tentei...”* (ser o melhor de mim?) [Não lembrei o resto]

     Essa mania me parece a característica principal dos novos estilos musicais: lamurias sobre a própria vida... Até na música que foi dedicada a alguém, começava com frases que soarem evidentemente depreciativas para a pessoa.

     Nas partes melosas, a Reliving, para ser Restart só falta a roupa colorida. Mas o que eles querem na verdade é mostrar a qualidade do som pesado que fazem... Mas em geral, a Reliving até que tem uma banda que dá para o gasto mesmo tocando umas musiquinhas ruins ...

     Mas já parou para notar a diferença que faz uma pedaleira? O que será que aconteceria com algumas músicas sem pedaleira?

Enfim, depois de muita tortura, a Reliving cedeu lugar para a banda Quinta Coluna, o público pareceu aumentar e se animar mais. Ao fundo o sol já se pondo trazendo forte luminosidade.

     A Quinta Coluna cravou seus cinco pilares, trazendo um teclado a mais em carga, proporcionando uma oferenda de músicas leves, até mesmo românticas. Tocando de Creed a John Lennon, de Raimundo a Alcione, agradando a gregos, a troianos e a alguns integrantes da Reliving.

     Deixando a desejar nos solos da guitarra por conta do volume baixo, recompensando, porém, nos solos do teclado. Mas o mais preocupante da Quinta Coluna é a falta de amor e compaixão pelo seu vocalista, me pergunto sinceramente que alma desumana deixaria uma pessoa cantar com a mandíbula quebrada enquanto chupa uma balinha? Porque o colocaram em situação tão dolorosa?

     Existiu apenas uma alma piedosa, a de uma moça que tomou-lhe “brutalmente” o microfone para deixá-lo descansar sua mandíbula enferma. (Para cantar o trecho da música dos Raimundos que é cantado por uma mulher)

O sol vermelho se extinguia gritando em tons crepusculares a morte do rei para a chegada da noite, trazendo ao palco a banda Conspiracy Theory 99.

     De repertório mais pesado e seco, a Conspiracy Theory 99 precisa urgentemente de um guitarrista base (interessados, por favor, deixar currículo nos comentários, ou não). Com apetite por velocidade e agitação, a CT99 (eu não vou ficar digitando esse nome enorme toda hora) mostrou nesse ensaio qual caminho vai seguir, e se mostrou relativamente bem, a não ser pelo fato de estarem tocando como se não gostassem das músicas e quisessem só mostrar que sabiam tocar um instrumento. Espero ver as próximas apresentações com um repertório igualmente forte e um pouco mais quente.

Para finalizar o evento que estava beirando às 20h, Sinopse entra em cena.

     Fazendo jus ao nome rápido e fácil, e para alguns um pouco entediante, a Sinopse vem animada e leve, acostumaram-se ao ritmo das apresentações, parecem menos inseguros e mais centrados no que querem, mas é realmente uma pena que o querem limita-se a um cover de um bandinha ruim. Que tal inovar um pouco? Fazer uma música nova? Tentar outro estilo? E ai?

PS: Sei que me empolguei nesse post, mas e daí?

* Entre aspas os trecho de alguma música de autoria da Reliving.

sábado, agosto 13

Mega Ensaio no Parque - Overdrive e Sinopse

       Esse post existe apenas como o tapa-buraco para que as bandas restantes do Ensaio não se sintam (percebam?) abandonadas e inferiores e bláblábla... Um triste comunicado do óbito da nossa querida Blue, que tanto nos fez refletir com a alta filosofia contida em seus posts.
      E então, numa ordem que até então eu não precisaria lembrar, temos diante do tão grande quanto animado público, a banda Overdrive. Com o seu punk inegável e bem estruturado do qual não comentarei com minha visão alienada e controlada pelo sistema por não entender nada dele.
        De qualquer forma, a Overdrive não deixa de ter seus méritos, dos quais um deles é a capacidade de instigar um hardcore natural, como tem que ser.
        Como a penúltima banda a se apresentar, a Sinopse quebrou seu maior diferencial: O trocadilho que era gerado quando associávamos o nome ao fato de a banda sempre ser a primeira nos palcos. A decepção que sentimos é intraduzível. Tristemente Sinopse já não é mais sinopse.
       Em uma apresentação “versão Epílogo” da Sinopse, que marcou a volta de Cobaia como baterista e fez o prenúncio de sua próxima aparição, que em um futuro provável a banda se anunciará da forma como é vista: Um cover da Andranjos executada por integrantes da Overdrive (Entendam que a definição só é uma ofensa para quem tem algo contra alguma destas bandas). Ainda assim, vale comentar que a performance de um de seus guitarristas estava especialmente boa.
 

P.S: Agora paremos de comemorar. A blue está viva – por enquanto – e seu post a respeito do ensaio deixou de existir por pura falta de vergonha na cara, forçando a minha pessoa a cobrir sua ausência, o que não exige de mim uma conclusão ou introdução decentes. 

domingo, agosto 7

Mega Ensaio no Parque - Ambrósia, Reliving e Desideratu

E depois de um lamentável sumiço do calendário alternativo da cidade, eis que temos um empolgante – e colorido, muito colorido – sábado dedicado ao “ensaio” de algumas bandas dispostas a mostrar seu “trabalho”. Desta vez, o Ensaio no Parque foi anunciado como MEGA Ensaio no Parque (?!) por motivos que eu realmente agradeceria se alguém me apontasse.

De qualquer forma, o ensaio (que deixou de ser realmente um ensaio pouco depois da primeira edição) ocorreu como de costume, com seus atrasos e problemas relacionados à aparelhagem de som, tendo como novidade apenas o fato de esse ter sido ligeiramente mais doce que os anteriores.

Responsável pelo teor glicêmico do evento, tivemos a estréia da banda Ambrósia, um cruzamento inusitado de Fresno com uma dupla sertaneja, que ainda espera por uma definição mais precisa para suas letras literalmente adocicadas e com um conteúdo que provou não englobar apenas romancezinhos adolescentes como pensamos à priori: algumas letras também falam do fim deles.

O clima acústico da banda formada apenas por um violão e uma guitarra completamente ofuscada – porém desta vez temo que a culpa não tenha sido dos integrantes – acompanhando três vocais (dos quais dois só serviam mesmo para atrapalhar) fazia com que eu me convencesse cada vez mais veementemente de que a existência do guitarrista e da dupla sertaneja era necessária apenas para que a “menina com o violão” (que, para contrabalancear, não canta tão mal) fosse chamada de “banda”.

Seguindo a Ambrósia na tarefa de emocionar ainda mais o público, a Reliving tomou a frente, na tentativa (e peço que grifem mentalmente a palavra “tentativa”) de arrastar multidões em seu encalço ao chamado do mestre Fissú, que acabou por desistir do seu famoso Hardcore coordenado ao perceber que até seus companheiros de banda tramaram planos de fuga após seu convite de que o público se adiantasse ao pé do palco.

E mesmo que desprezada pelos próprios fãs e admiradores, a Reliving chegou perto de fazer sua melhor apresentação em público, o que provavelmente foi produto do volume extremamente baixo do microfone do vocalista. Agradecimentos sinceros aos envolvidos nessa sábia decisão.

E por fim, mais por fim do que se possa imaginar, eis que a desideratu encerrou o evento para o imenso número de presentes que quase alcançava uma dezena de rostos desiludidos, com uma apresentação que não deixou de surpreender na empolgação, considerando as circunstâncias.

A banda investiu nos covers nacionais, alguns que, seguindo a clássica Leão do Norte que sempre é tocada, ganharam boas versões em rock, como as músicas da cantora Elis Regina, que quase nos fizeram esquecer que era Aparício quem cantava (aguardemos. Um dia esse detalhe passará em branco) e enfim demonstraram um pouco de originalidade na banda, que parece – incrivelmente – estar encontrando sua identidade.

terça-feira, agosto 2

Dia Mundial do Rock Ed. VII – The Tarraxos, Maggica e Parthak

Com o objetivo de bater o recorde em assiduidade nas postagens o Vi e Entendi comenta pontualmente o evento do dia 16 de Julho em comemoração ao dia mundial do rock (13 de julho) realizado em Petrolina, onde rolou no palco alternativo (?) da orla uma homenagem com seis bandas que tocaram aquilo que simbolizava, para elas, o melhor do rock.
The Tarraxos abriu o show tocando muito dos The Beatles e outras antiguíssimas que levou a velharada (ou quem gosta de velharadas: eu) a uma leve nostalgia misturada a uma leve indignação. Como fã das “pré-históricas” músicas tocadas e classificadas por mim como boas e tão jovens quanto eternas, das quais dificilmente me cansarei, mesmo que tirem elas do ritmo e coloquem um vocal apático, ainda assim gostarei. A The Tarraxos deixou a desejar na empolgação e na fidelidade – que não nas letras, também no ânimo. Catastroficamente, de sua apresentação apagada pouco me lembro, e peço perdão, pois pouco tenho que fazer aqui.
Maggica mais uma vez subindo ao palco para mostrar todo o seu metal-heavy-forever com seu vocal não-serei-Jorginho-nunca e sem o seu guitarrista monstro* Edésio, trouxe, literalmente, a mágica ao evento – com direitos a blackout e fogos de artificio (em algum lugar longe, lá atrás, mais alguém viu?). Tocando os hits heavy-metal de sempre com “Ozzy” e “Eye of the tiger” fazendo a galera se animar e bater cabeça, foi, porém, todavia, entretanto, mais uma apresentação animadinha que fez a galera sair do lugar por não ter mais nada o que fazer. Estranhamente faltaram alguns solos, o que perturbou a memória dos que conheciam a música dando uma sensação de vazio momentâneo.
Parthak a ultima banda da noite, especialmente para os metaleiros-gutural-do-mal, destruiu algumas músicas do Iron Maiden, fez o gutural ininteligível de sempre, e foram enlouquecidamente prestigiados pelo público. O que me intriga significativamente é que mesmo assim a galera gostou de ver algumas de suas músicas estragadas a olhos vistos…

*A utilização da palavra monstro refere-se nessa sentença a um elogio.

segunda-feira, agosto 1

Dia mundial do Rock Ed. VII – Jones e Crematorium

Ainda adepta da sábia teoria do “antes tarde do que nunca” e escrevendo único e exclusivamente para forjar um compromisso que na verdade não temos para com a "destruição das bandas da região", eis que aqui me encontro, enfim, para relatar o evento comemorativo do Dia Mundial do Rock.
Com as bandas Jones, The Tarraxos, Parthak, Crematorium, Andranjos e Mággica - talvez não necessariamente nessa ordem – o evento surpreendeu positivamente na quantidade de pessoas esperadas levando em consideração seu porte.

A novata (?) Jones foi a segunda banda a se apresentar na noite, entitulando-se como “indie rock” de acordo com a onisciência do VCRC e esquecendo-se apenas de acrescentar que todo o seu “indie” reduz-se simplesmente a um “Los Hermanos Cover”. Senti-me quase ludibriada ao perceber que o começo da apresentação com covers de outras bandas serviram apenas para nos iludir a respeito de toda a discografia do Los Hermanos que seria tocada a seguir.
De qualquer forma foram execuções relativamente boas, na medida do possível. Uma harmonia mediana, um vocal mediano, um repertório fora do esperado, mas que terminou não se mostrando um prejuízo total.

Seguindo a Jones, numa ordem que como demonstrado anteriormente, eu não me lembro, a Andranjos veio ao palco com a notícia – ironicamente dada no mesmo palco do qual outrora vieram insultos – de que nossas cabeças não são mais desejadas na guilhotina. Agradecimentos ao vocalista Van por nos ter presenteado com essa pequena tranqüilidade, porém, como estamos todos cansados de saber, a banda não mais será comentada nesse sórdido recinto. Não por medo ou desprezo, não por "estrelismo", mas pela permanência de uma opinião já formada que não merece ser repetida por nenhum dos lados.

A Crematorium veio depois com os guturais bastante razoáveis e a guitarra destrutiva (no bom sentido, se é que existe um) devidamente acompanhada pelo estilo Joelma do Calypso headbanger, de um dos organizadores do evento – que por sinal está de parabéns – e de seu death metal que, em união com a banda Parthak, terminou por fazer-se o estilo predominante da noite.

sexta-feira, julho 22

Moto Chico - Domingo (10 de Julho)


Enfim, depois de muita preguiça e dispensando introduções... postando.
A Whisky Rose sobe ao palco numa tardezinha de domingo com um público "super animado e presente". Seus figurinos mostram que eles estão ali para fazer o melhor cover de Guns e que não estão ligando pra o quê a galera vai falar. (Queria essa auto-estima pra mim)
Decepcionando geral e excedendo os limites das apresentações deploráveis a Whisky Rose só fez concluir a minha certeza de que seu cover é uma merda e que os gritinhos agudos do vocalista são capazes de agoniar até o maior fã da Restart, de tão desafinado que é; a falta de conhecimento das letras das músicas só faz piorar o bolo todo, somando-se a isso a postura forçada de seu "Axl Rose".
Me alivia notar que mais pessoas compartilham dessa opinião, e o mundo não está totalmente perdido; tal foi minha felicudade em escutar: “Sai daí seu merda." "Você merece morrer!” (adoro isso xDD) foram alguns dos vários comentários que eu ouvi de um grupo de gunners logo atrás de mim. Ao dar uma olhada geral em torno da galera, vi expressões muito distintas até, agonia, raiva, decepção, coisas tipo: WTF?... alimentava o sentimento de admiração do público pela banda. Tudo bem que eles escolheram a banda errada para fazer cover, mas ao menos poderiam não ter denegrido tanto a imagem de uma banda que move multidões.
Duas constatações fazem-se óbvias na Whisky Rose, mas vamos deixar evidente. Primeira: o vocal quer ser a encarnação não ressucitada de seu ídolo e consegue ser extremamente humilhante para este; se visse isso o coitado do Axl iria querer cavar a própria cova ou sair aterrorizado, pois o vocal da Whisky Rose assusta as pessoas com seus gritos histéricos e agourentos. Segunda: com doze anos de banda ele ainda não conseguiu aprender as letras mais fáceis... e nem a ter bom gosto. Eles deviam primeiramente mudar a banda que serve de inspiração, e segundo, se aprender inglês é pedir demais, no mínimo, decorar as letras direito. Tenho certeza que assim poderiam ter mais progresso, ou no mínimo tornaria-se escutável!
Penosamente erraram o assovio de Patience, a tosse durante algumas músicas não sei dizer se foi proposital e ele ainda alternava de tom de voz, às vezes ele era o Pateta e outras o Mickey Mouse. Mas tudo bem, o que importa é que o Whisky Rose nos mostrou o que sabe fazer de melhor - fazer pessoas pedirem perdão e implorar pela salvação de suas músicas preferidas.
Logo após de um hard-rock-pesado-ao-extremo-demais-da-conta, chegam Os Jeans nos presenteando com a melhor de todas as suas apresentações (que não foram muitas, especificamente baseada em apenas uma, a do sarau multicultural, já que não presenciamos a apresentação do InTenda II), fazendo covers de clássicos nacionais e mais uma vez, deixando a desejar no conjunto. Saindo do ritmo, perdendo a interação entre a banda, entradas antes de saídas e saídas antes de entradas. Alcançando às vezes algum entrosamento nos refrões. Há vontade, continuem ensaiando.
E finalizando, Jaqueline e Banda sobem e trazem consigo uma legião de anjinhos do senhor para Petrolina, colocando para correr todos os motociclistas e rockeiros que esperavam que esse ia ser mais um motochico como todos os outros - digno -, porém abençoando com muito louvor o fim de mais um moto chico, com alguns gatos pingados no fim da festa. Trazendo um poder tocante e iluminador que não me permite aqui falar algo mais já que o inferno não é lugar muito bonito para ser jogado.

domingo, julho 17

Motochico - Sábado (09 de Julho)

Contando com seis bandas, uma infinidade de pagodeiros e uma rápida intervenção meteorológica, o terceiro dia do maior evento alternativo da região contou, inclusive, com algumas bandas que não constavam na programação.

Iniciando-se com os olindenses da Marcelo Pantera e os Bruxos da Noite que apesar do nome com grau de ridicularidade elevado, provou – a partir da seletiva do Raiz e Remix – tratar-se de uma banda com ótima harmonia. Infelizmente, quanto à sua aparição inesperada e incrivelmente pontual no Moto chico, ninguém viu nem comeu, só ouvimos falar.

Seguindo Marcelo Pantera, desta vez com um pequeno público que começava a surgir, foi a vez da Cabelo de Serpente mostrar a que veio, não decepcionando com seu repertório parcialmente cultural, embora, convenhamos, essa não tenha sido sua melhor apresentação.

A banda Carrancudos surgiu para, finalmente inserir o Rock na noite, ressurgindo das cinzas depois de bastante tempo inativa e provando que nem tudo que é autoral é desastroso, por mais que algumas bandas da região persistam em nos provar o contrário.

E então, já com uma grande concentração de pessoas, os baianos da Time – Momento do Rock chegaram com seu nome e subtítulo absolutamente criativos (sim, isso foi irônico), finalmente animando o publico com seus covers dos grandes clássico do Rock’n’Roll, que felizmente não pareceu se importar com o repertório praticamente idêntico ao da noite anterior, salvo algumas músicas nacionais que contaram inclusive com o melhor vocalista do evento: A encarnação de Raul Seixas que teria dominado a apresentação inteira, não fosse pelo vocalista Gilberto que brutalmente ameaçado pela concorrência, preferiu interromper o show deste grande talento do rock.

Além de ovacionado Raul, houve também a participação do inconfundível vocal soprano da banda Orion que, em conjunto com a ótima dupla de guitarristas da Time, fez um cover inusitado da música Smoke on the water, do Deep Purple.

E então, ainda levemente extasiados pelo entusiasmo passado pela banda anterior, esquecemos de nos preparar para o que viria a seguir: O verdadeiro golpe auditivo que se manifestou com a banda Medievais.

Um público em visível desespero se locomovia em desabalada velocidade ruma as saídas do evento, na esperança de salvar suas almas do aparente castigo que começavam a sofrer, talvez pela ausência de qualquer banda gospel na noite, enquanto um vocalista ensandecido e munido com sua presença de palco à moda dança-do-siri ameaçava trucidar com covers mal-feitos as musicas do agrado de qualquer um que permanecesse no evento por mais de três gritinhos com clara influência nos dotes musicais do forrozeiro Frank Aguiar.

Numa tentativa desesperada de salvar os ouvidos persistentes, subiu ao palco o vocalista Jorginho, também da Orion, que arriscou a própria voz em um dueto.

E por fim, presenciada apenas pela parcela mais valente do público, a banda Rukha nos brindou com sopros de vida para os poucos sobreviventes da noite.

Moto Chico – Sexta (07 e 08 de Julho)

     Na 12ª edição do Moto Chico, realizado em Petrolina - de 07 a 10 de Julho, com mais de 10 bandas contratadas para divertir o público, que se encontra todo ano na região para conferir as novidades motociclisticas - vi que nessa edição bandas que constituíam o melhor dos shows do moto chico não participariam  (o que proporcionou um público menor nos dias que eram esperados auge).

     Por mais satisfação que me trouxesse poder comentar as bandas Skap, Vigliah e Quinta Coluna, não foi dessa vez. Me perdoem se integrantes ou amigos (dessas bandas) esperavam vir aqui xingar; fica para a próxima. Como não ganhamos nada com o blog (a não ser muitos motivos de risadas) , e, ele não mantém nossos salários ou nossas notas, optamos pelas obrigações da vida social; no dia 07 de julho ninguém compareceu.

     Porém dia 08 de julho estávamos lá,  logo após a cansativa divulgação política e blablabla, Pilar Central abriu os shows com seu toque gospel   igual a qualquer bandinha de igreja que toca relativamente bem sons mornos, sem graça, dedicados à “adoração” do senhor, com a constante puxada “emocional” do Rosa de Saron, embalando todos com trilha sonora para as roncos das motocicletas em uma apresentação nada singular.

     Logo após, Jagunços em clima de tributo à U2, trouxe o seu Bono Vox sem chapéu e cabelo sedoso, para tocar hits que embalaram o começo da adolescência da maioria dos roqueiros 90’s, fazendo uma apresentação pop-rock que animou bastante sem deixar a desejar no inglês ou em patrocinadores, mas de nada adiantará continuar a falar da Jagunços, não há mais a acrescentar: a banda já acabou.

     Posterior a Jagunços, outra banda que não temos motivos para comentar, tocou, com direito a paradinhas para criticar a prefeitura que estava patrocinando o evento.

     E então, vindo direto de Salvador, para animar o público que curte clássicos a Time – Momento do Rock (e, ainda, da falta de criatividade para nomes) veio com o seu inglês embromado fazer a animação da galera, optando pelos clássicos de todos os gosto e pelo despojamento soteropolitano, construindo, ainda que com dificuldades, um animado fim de festa que levou muita gente até às 4 da manhã.

     Entretanto, não só pelo notável público minguado como também pela falta de repercussão do evento, este foi um dos moto chicos mais fracos que já vi.    

quinta-feira, julho 7

Seletiva Raiz e Remix - Marcelo Pantera e os Bruxos da Noite, Zanga Boa e Cabelo de Serpente

Realizado neste 3 de julho, a 2ª etapa da primeira seletiva do Raiz e Remix que trouxe um bolo de atrações alternativas - ou não - para semearem no nosso querido Raiz.
Logo após o forrozinho pé de serra do Flávio Baião, sobe ao palco Marcelo Pantera e os Bruxos da Noite com uma alfaia, um violão, e um ótimo vocal para fazerem a diferença. Seu som acústico percussivo regional nos mostra que é uma das poucas bandas, que, com instrumentos tão simples conseguem fazer o que muitas outras do cenário regional não fazem mesmo tendo um bom suporte técnico. Merecidamente com seu "acústico percussivo" inocente a banda Marcelo e etc. não fez feio e agarrou a vitória por um lugar no Raiz e Remix tocando no seu ritmo leve e original incrementado com batuques hipnotizadores de alfaia.
Mais tarde Zanga Boa parecia fazer esforço para ficar em pé, suas canções apagadas e cansativas, tocadas de um jeito estagnado quase me deixa sem lembranças sobre a sua apresentação, provando que não precisa de muito esforço para vermos que a sua Zanga pode ser outra coisa, menos boa. Entrando para o grupo de uma das bandas que tem um bom suporte técnico e não sabe o que fazer com ele, fica a dica: vende tudo, aproveita e faz carreia de comerciante.
Por fim, logo após Anselmo Oliveira, o Cabelo de Serpente nos presenteia com um novo guitarrista (vale avisar: o mesmo de A Cúpula), e traz seu violino (rabeca?) para fazer a festa. Ela nos aduz seu som calmo e harmonioso e ao mesmo tempo uma pegada de música brasileira de raiz, com uma mistura de pop, rock e maracatu. Não sendo a sua melhor apresentação deixando muito a desejar em espírito, não conquistou, dessa vez, nem mesmo a suplência, mas isso não subtrai o merito já conseguido em suas outras apresentações. Quem sabe uma revisão de repertório não ajude?

Movimentadissimo o mês de julho, se interessar a alguém: as postagens relativas ao Moto-Chico, só serão publicadas após o termino do evento.

Que a força esteja com vocês, e usem-na controladamente pls!!!
(Na verdade, melhor seria nem usà-la...)