domingo, fevereiro 27

1ª Ed. Ensaio No Parque 19/02 - Dissonantes

Infelizmente cheguei na metade da apresentação da Dissonantes, e peço minhas sinceras desculpas por isso.

Com Alencar no vocal, e muito barulho, não consegui compreender nem metade do que eles cantavam. (Acho que isso já aconteceu antes) Até que para minha surpresa, e de todos os presentes, sobe ao palco, uma presença mais do que especial, uma figura marcante para Rock n’ roll do Velho Chico. Van Lima. (gritos e aplausos)

Cara, é agora que isso melhora. E ele vem com sua brava performance, seu gutural maravilhoso, seu inglês de dar inveja, e sua perfeita e incontestável voz. Para cantar algo que, claro, logo no início não entendi o que era. E depois de muitos gritos e minutos roubados de minha paciência, ele me vem com Nirvana. Não entendi se aquilo era proposital, porque no dia seguinte Kurt estaria fazendo 44 anos, ou se ele queria mostrar que sabia. (sabia porra nenhuma, isso sim) Acho que estes momentos a gente nunca esquece. Às vésperas de uma comemoração - na minha opinião - merecedora de atenção, Van Lima nos presenteia com You Know You’re Right, e traz a galera ao delírio.

Mas não é só isso, sobe também ao palco, um seguidor de Van, porque aquilo que ele estava cantando era a mesma merda que seu amiguinho, em que o desespero era tanto, que eu, mentalmente, implorava que Alencar voltasse ao palco.

Essas coisas sempre acontecem. Já é algo natural por aqui.

Enfim, essa 1ª Edição do “Ensaio no Parque” (acho que não é preciso explicar as aspas, Black já fez isso) foi empolgante, feliz, colorido, e mais uma vez, nos ensinou, o que é música de verdade. (?)

sábado, fevereiro 26

1ª Ed. Ensaio no Parque



Eu vi no dia 19 de Fevereiro (sábado) que inspirados pelo Ensaio Livre: evento que está na quarta edição e é realizado em Juazeiro; e com mesmo sentimento de querer divulgarem o Rock da região organizaram em Petrolina o Ensaio no Parque – dessa vez fazendo juz ao nome: Livre, hehe – regado a muitos policiais, álcool confiscado, poucos roqueiros e muitos skatistas fãs de Pellanxa, a desanimação foi o sobrenome do evento. Sendo o ápice mais alto do show os 83 cm de altura que o skatista perereca-nova conseguiu pular e mais ninguém fez o mesmo, incluindo a isso as requebrações vitoriosas de sua conquista. Eu nunca vi ninguém descer no chão daquele jeito.


Beach (Bitch) House

Trazendo uma novidade para o cenário do rock da região, os “casa da puta” inovaram tocando um instrumental até bacaninha; para quem curte um instrumental bem sem sal foi legal, deixou a desejar uma pedaleira mas não muito mais que isso. Porém se o objetivo era tocar musicas de casa de praia (ou casa de p***), ou animar a galera, não rolou, não tinha nada disso e não foi nada tão surpreendente assim, faltou mesmo um baixo, um vocal e uma agitação.

Sinopse

Com o auxilio do microfone eles foram de mal a pior. A repetição mal feita dos sons da Andranjo, variando entre músicas próprias e músicas nacionais. Felizmente sem caos ou miséria, porém com um tom de dor de cotovelo desafinada que enche o saco e não se aproveita nada de bom... Em matéria de harmonia instrumental estava bom, tocaram nada mais que 6 acordes, não tinha como desarmonizar né?

Mas, como estava dizendo: foi só um Ensaio.

Obs.: Os atrasos nas postagens acontecem por excesso de vagabundagem mesmo.

domingo, fevereiro 20

Kurt - 44 anos

Dia 20 de fevereiro, ainda é complicado deixar passar em branco, e causa remorso esquecer. Uma contradição eu sei.

Se vivo, hoje estaria “comemorando” 44 anos. O comemorando em aspas, ele nunca pareceu comemorar qualquer coisa. Com sua normal depressividade e uma interpretação quase torturante de suas próprias músicas; Kurt Cobain arrebatou muito mais que a juventude de seu tempo, marcando muitos até hoje, sendo eu um deles. Deixando em destaque o que viria a ser a face do fim de um milênio, e não é bem um elogio.
Lembro de como aprendi a gostar de Rock: comprei um CD com um loiro de olhos tristes na capa; Nirvana - As 20 Mais. Tinha simplesmente ouvido falar e fiquei a fim de conhecer, no começo achei um monte de metal pesado e gritaria, então a escutei, Drain You “You're my vitamins, Cause I like you” e depois me acostumei, era algo novo e viciante.  Simples e bem harmonizado, não é a coisa mais incrível de se ouvir, mas com tanto felling que é difícil escapar.
Hoje em dia só escuto Nirvana quando me vem uma saudade de ser como antes, com toda a simplicidade, inocência e vitalidade de um pré-adolescente descobrindo coisas novas e vendo magia em tudo que era novo.
Agradeço ao Kurt maravilhosos momentos de tristeza e alegrias, de amizades feitas e desfeitas, de prazer e reflexão, e de servir para mim como introdução de uma das coisas mais maravilhosas do mundo, na minha concepção, o rock.
Dia 05 de Abril próximo faz 17 anos que ele se foi.
E sendo uma das pessoas que mais marcou minha vida, eu lhe dou um carinhoso Adeus:


quarta-feira, fevereiro 16

Ensaio Livre - Apocalypse Reggae

Chegou para fechar.

A nossa poética Apocalypse Reggae finalizou o evento cantando muitas de suas várias composições.

A sua apresentação foi a que mais animou/agitou, trouxe vida e sorrisos para o grande público presente. Contou com algumas participações especiais no meio do “show” como: Jocélio, Pikeno e Sandrão. Trouxe também suas letras inigualáveis e inexplicáveis para compartilhar com a galera. Um dos trechos que mais nos chamou a atenção – a pesar da música já ser conhecida e idolatrada como hino – foi: “É o rap da rapadura que arrebenta”. Que foi o suficiente para o começo de uma quase aglomeração de fãs.

Integrantes simpáticos e naturais, o Apocalypse Reggae, já é uma banda conhecida na nossa região, tanto por sua simplicidade, como pelo trabalho bem feito que nos proporcionam.

Ensaio Livre – Perfeito Estado

Sem decepcionar, sem revolucionar.

Em sua natural animação balada nacional anos 80,Perfeito Estado continua mostrando que está aqui para não se deixar influenciar pelo o atual - desnaturado e excessivamente revolucionário – cenário do rock nacional. Eles vão com calma e sem preocupação, demonstrando prazer e seriedade, uma diversão levada a sério. Curtem o que fazem no seu próprio ritmo, não querem conquistar a platéia, querem deixar fluir seus próprios discos velhos, e nos trazer uma nostalgia do tempo onde o rock não vendia e não estava na moda. Sem a necessidade de parar para se explicar, tocaram continuamente, sabendo que não é necessária nenhuma explicação.

Ao Perfeito Estado espero que continuem tocando com o prazer das lembranças da juventude sem máscaras, com ou sem a participação da platéia.

E a mim, espero pegar uma banda ruim no próximo evento para poder me divertir mais escrevendo.

Ensaio Livre - Banda Rebanho

No último sábado, 12, o centro de cultura João Gilberto (Juazeiro) pôde sediar a quarta edição do Ensaio Livre, evento promovido pela CUFA que teve como objetivo, sobretudo, a interação e a informalidade – como se isso fosse algo difícil de ser encontrado nos eventos da região – além da promoção de novos talentos da cena alternativa local.

Foi previamente divulgada a apresentação das bandas Rebanho, A cúpula, Perfeito Estado e Apocalypse Reggae, dentre as quais A cúpula não compareceu.

E depois de certo atraso que serviu para enfurecer a multidão ansiosa e empolgada de cerca de 10 pessoas, a banda gospel Rebanho deu inicio às apresentações.

Hei de iniciar meu comentário contrariando todos que acreditam que tenho a intenção de, assim como grande parte da “cena alternativa cool underground 666” , criticar a banda pela religiosidade de suas músicas. Pois uma vez que percebo que não preciso ser necessariamente anarquista para ouvir a banda Overdrive (masoquista, talvez!) ou professor de história para admirar a Perfeito Estado, o gospel da “Rebanho” é, ao meu ver, apenas como uma outra ideologia musical, o que de fato não deixa de ser.

Acredito que a qualidade da música – como de qualquer outra forma de arte - não está somente na temática que ela aborda, mas no sucesso que se obtém ao passar determinada mensagem ao seu público. Porém, como nem tudo são flores na vida, caros leitores, foi exatamente nesse aspecto “mensagem-público” que a Rebanho assumiu parte da sua incapacidade de realiza-lo, uma vez que precisou interromper o show e investir na “pregação” direta e tediosa ao invés de relatar sua devoção e experiências divinas – já que era essa a intenção - na forma de letra musical.

Presença de palco, voz, som. Nada fantástico, mas nada deprimente. No fim, a Rebanho terminou por se mostrar possuidora de algumas qualidades musicais inquestionáveis mesmo para a grande parte do público dedicada a reduzir sua atenção à banda devido ao seu gênero musical.

“E se até Van Lima pode pegar num microfone, por que não eles?”
(Black, membro do blog e musa inspiradora da banda Andranjos, sobre Rebanho.)