terça-feira, janeiro 25

Rock in Rio... Corrente 4 - Andranjos

Eu e uma multidão alucinada marcamos presença no Rock in Rio Corrente 4, onde a animação e a pontualidade era o alvo em destaque de todo o evento. Ou não.



Ao que me resta tristemente comentar a Andranjos que, como sempre, começa com Van (?) o vocalista fazendo suas revoltadas e muito “bem fundamentadas” criticas sociais, mas então algo inesperado ocorre...

Estranhamente a sonoridade da banda está melhor, estão harmonizados e a introdução tem uma batida boa, parece empolgante e aquecedor, compassado e convidativo, envolvente e melódico... até que, como sempre, como em muitos dos eventos musicais de Petrolina, a revolta contra a boa música IMPERA, e o que parecia ser – alarmantemente* – a introdução de Killing in the Name do Rage Against the Machine se transforma em uma das canções super conhecidas da Andranjos com suas letras que de tanto nos ser imposta já as temos decorada.

Sem negar, é claro, que para uma banda de Trash Rock - de solos simples e trocas básicas de acordes, sem aprofundamento harmônico e sem diversidade de ritmo – eles não deixaram a desejar, foram até bem, uma vez que normalmente esse estilo se destaca por nem ao menos conseguirem segurar a guitarra direito (mas segurar a guitarra direito hoje em dia é um detalhe bobo, não é mesmo)?

O que importa é que depois de passar por tantas – lamentáveis – apresentações da banda Andranjos, resolvi ir mais fundo, e enfim, comentar suas tocantes letras (tocantes até demais para o meu gosto – nesse caso falo de como já está tão repetitivo). E esse post vai em dedicatória a um amigo que um dia falou: As letras de Andranjos são muito melhores que as de Nirvana.

* alarmantemente – se referindo ao fato de como seria triste e danoso ouvir Van estragar Killing in the Name.

Então vamos dissecar – em itálico e negrito, meus comentários:

Começarei por uma das músicas sempre tocadas da banda, mas é claro que nós conhecemos porque a música é uma parada de sucesso, uma das melhores da banda que tem mais de 5 anos de carreira e muitas músicas em sua coletânea, ou talvez por a banda ter mais de 5 anos e não muito mais que 13 músicas.


200 Km/h - Andranjos

A 200 quilometros por hora

Começamos a toda velocidade


As brincadeiras parecem tão normais
Se há alguma anormalidade em brincadeiras, deixo claro, a mente perversa não é minha...

Os seus amigos falam a verdade
Meus amigos falam a verdade em qualquer velocidade, se você faz amizade com quem não presta não posso te ajudar muito.


Mas o seu ego é de maioral

Ah, cara, isso só acontece a 200km/h, então não acontece muito.


Só o que importa para ele é o volante

Para o meu amigo, ou para mim?


Só o que importa para ele é o primeiro lugar

Deixa eu ver se entendi, se a duzentos quilômetros por hora as brincadeiras parecem normais, então a zero quilômetros por hora brincadeiras são anormais? A zero Km/h meus amigos mentem? A zero Km/h o meu ego é de minoria? E a zero Km/h o volante não importa por que não estou dirigindo? E só o importa é o primeiro lugar??? Bom, se o primeiro lugar for a Vida, imagino que ele deve se agarrar firme nesse volante por que você está a 200 Km/h.


A derrota não passa em sua mente

Não, é claro que a derrota não passa em sua mente, mas a Morte sim, passa toda hora pela mente.


A peste de seu filho vai chorar

Se ele morrer? Imagino que ficaria caladinho


A 200 quilômetros por hora
A 200 quilômetros por hora
A 200 quilômetros por hora

Rápido hein tio?

Tudo passou e sempre passará

Se você morreu em um acidente de carro, certamente.


Nada mudou mais um dia mudará

Se você morreu em um acidente de carro. Acho que mudou demais não?


A mesma merda não param de pensar

Se você morreu... Cara isso é tema para filósofos, existe pensamentos depois da morte?


A mesma merda não param de falar

Se você morreu e continua falando, não sei se chamo Chico Xávier ou o Exterminador.


Olhando o mundo cadarço imundo

Como????? Tá, eu sei que foi falta de rima e você escreveu isso só para encher lingüiça, mas não esquenta, não conto para ninguém.


Cadarço imundo vendo o fim do mundo

Legal hein? Rimar mundo com imundo... de novo


Você precisa ver para acreditar

Sim preciso, mas se é ironia de sua parte, eu juro que já vi a Andranjos e ainda não acredito que vocês tem mais de 5 anos de banda


Nem sempre se precisa ver para acreditar

Verdade, nem sempre eu vejo musicas tão ruins, mas eu acredito que elas existem.


A 200 quliometros por hora
A 200 quliometros por hora
A 200 quliometros por hora

lá lá lá lá lá
A 200 quliometros por hora
A 200 quliometros por hora
A 200 quliometros por hora
Repete bastante feito qualquer pagode e tem um lá lá lá lá lá para encher lingüiça por que acabou a idéia.

Epílogo:

Essa música é baseada em fatos reais:

João da Silva José estava chateado por ter que levar seu filho de 3 anos para o show animadíssimo da Andranjos, enquanto sua mulher ia para o pagodão, por volta das 3:15 da madruga o show acaba, um amigo pede carona e João da Silva José concede espaço em seu carro; bêbado, chateado e cansado Sr. Da Silva acelera bastante para chegar o mais rápido em casa, enquanto escutava as verdade que seu amigo lhe dizia – Para! Para! Ta muito rápido! - Ele não estava afim de escutar seu amigo, por que ele tinha um Ego de maioral e sabia que conseguia dirigir a 200 km/h. Mas João já não teria mais que escutar as verdades de seu amigo a 200 Km/h já que a batida a 200Km/h em um poste foi a ultima coisa que Sr. Da Silva escutou.

O CHOQUE COM O POSTE OCORREU AS 3:30 DA MADRUGADA APENAS A CRIANÇA SOBREVIVEU.

**Cena Extra**

Casal se beija ao som da Andranjos, o clima de romance no ar. Ele a olha nos olhos, os lábios deles se tocam, o sorriso no rosto dos dois, completamente embargados de amor, enquanto ele delicadamente repete para ela enquanto a beija, uma das frases doces da música da Andrajos:

- Caos, caos, caos!

sexta-feira, janeiro 21

Rock in Rio (Corrente!) 4 – Desideratu e Perfeito Estado.

O Rock in Rio Corrente, evento já razoavelmente conhecido na cidade, teve sua quarta edição no último dia 15 (sábado), reunindo quatro bandas da região.
O público do evento seguiu o padrão inserido no nome do mesmo: Decepcionante - no caso do público, devido à quantidade que não se tornou satisfatória nem depois das horas de atraso que se deram até que a música ambiente fosse enfim substituída pelas bandas anunciadas -, porém divertido (em vários aspectos, vale acrescentar).

E quando a já pequena quantidade de pessoas ameaçava abandonar o recinto devido ao atraso gigantesco, a já comentada Desideratu abria o show* enfrentando pequenos e cômicos problemas técnicos que fizeram a segunda maior caridade do evento (Porque a primeira foi começar antes da meia-noite): Impediram a voz do vocalista, Aparício, de ser ouvida.
Minutos depois, aparentemente já resolvidos os problemas, a banda recomeçou o show com uma frase de natureza auto-destrutiva e quase freudiana:

“Vamos começar essa porra!”
(Aparício sobre a própria apresentação)
E mesmo depois de palavras tão proféticas, a Desideratu enfim tocou, e de forma – hei de confessar - surpreendentemente agradável.
A evolução da banda em comparação a última apresentação que assisti (In Tenda I) foi perceptível e, por isso, não posso deixar de elogiá-los.
Momentos desafinados e constrangedores à parte, a banda foi capaz de manter o resquício de dignidade requerido do início ao fim, com ênfase para o cover adaptado da música Leão do Norte, do Lenine, que encerrou muito bem a apresentação.

Sucedendo a Desideratu, logo surgiu no “palco” a veterana Perfeito Estado, que não decepcionou com seu repertório nacional oitentista, envolvendo e animando o público sem muito esforço, com sucessos já quase esquecidos que foram de Ira! a Plebe Rude, além de algumas composições próprias, brindando-nos com uma apresentação que poderia ter sido apenas um pouco mais enérgica.
P.S: Durante a apresentação da banda Desideratu, não pudemos deixar de notar a menção inconsciente ou subliminar (jamais saberemos) do nosso reles blog. Aparício: Ouvimos, entendemos, rimos bastante e agradecemos. ;DD
* - Segundo informações, a banda Sinopse teria sido a responsável pela abertura do show e, aproveitando o nome que leva, serviu apenas de prévia e cobaia para testar o som, este que não ajudou sua apresentação em nada e apenas reduziu seu tempo. (Reduziu tanto que nem os vimos).

sexta-feira, dezembro 31

InTenda 2ª edição


É com enorme tristeza, e atraso, que venho dizer que não estavamos sabendo da segunda edição, e logo,  não fomos, por isso não temos nada para comentar sobre, e é definitivamente uma pena.

domingo, dezembro 19

Bye Bye, Bye Bye!

Desculpem a demora meus queridos e assíduos leitores, mas tive muitos imprevistos - como sempre - e não pude postar em dia. Tentando atualizar agora.

Nos dias 09, 10, 11 e quase 12 de dezembro foi realizado em Juazeiro a 14ª Edição do Bye Bye, evento promovido Moto Clube Asa da Chapada, visando a confraternização dos motociclistas do Estado da Bahia. O evento que todo ano sorteia uma cidade da Bahia e coloca em destaque a cidade sorteada, seus principais representantes, e, seus pontos turístico. Para nossa felicidade essa cidade sorteada foi Juazeiro.
Eu vi com muita emoção que iríamos, enfim, ter em JUAZEIRO um grande evento que não seria de pagode ou afins... E entendi, com muita tristeza que isso não daria certo, porque seria em JUAZEIRO. Porque não em Petrolina ??? (é um evento do Estado da Bahia!!!.)

E assim começa o livro desse relato assombroso...

Era Uma Vez... em um dezembro ensolarado, para o qual não se esperava mais do que o show do Kid Abelha e do pai do Fiuk (outrora Fábio Jr.); um grupo de motociclistas da Bahia decide fazer um evento visando inovar e lucrar; vender e divulgar seus trabalhos e divertir a todos.
Nesse mesmo belo dia de sol armam suas tendas na orla de Juazeiro, para um evento da cultura moto-ciclística de quatro dias, tendo como grande ápice festivo o dia 11 e para uma finalização especial a repetição do dia 9 no dia 12 o que obviamente atrairia o público com os grandes destaques do dia 9 NOVAMENTE no dia 12.
Dia 9 de dezembro, estandes de motos dos mais diversos fabricantes disputam o espaço por esse empolgado duelo nesse centro de motoqueiros ousados, onde a ferocidade é a marca dos Born to be Wild. A ousadia é tanta que chegam cada vez mais motoqueiros com suas Pops 100 cilindradas tunadas com neons coloridos, é tanta selvageria que Biz rosas entram empinando, e tamanha a violência que boa parte do público some. É um ultraje histórico contra a boa civilização dos motoqueiros.
Quinta-feira (ainda dia 9) a violência é pura, os produtores do evento perdem o controle sobre os seus instintos selvagens e começam empolgados, e, para perturbar a todos e não deixar ninguém dormir, abrem o show com o som mecânico das pops e traxx e logo após Vhyvid começa a tocar...seguida por Hybrid, a violência da Hybrid faz a guitarra desafinar e a platéia foge em delírio... Os produtores pensando em seu lucros pedem para a Dr. Blues entrar logo em cena e finalizar a festa com calma.
Perdão, caros leitores, essa parte da narrativa foi feita através de relatos de outros que estavam na festa porque em meio de tanta selvageria passei lá rápido e com medo fugi, admito.
Sexta-feira, dia 10, disputando o público com o Kid Abelha os produtores preferiram começar calmamente com Dr. Blues, esperando colocar logo depois Renato Rio Blues, Nil Brazil e Banda A5.
Desculpem-me novamente, tive a informação de que a seção de pancadaria sonora do Kid Abelha estava mais light então preferi ficar por lá e não posso relatar o dia 10.
Sábado, dia 11, o tempo fecha em Juazeiro, nuvens negras se sobrepõem às tendas e deixam claro que só os fortes sobreviverão - e que o pai do Fiuk está na área e disputa a platéia - é tanta* água que despenca, que, pouco se sabe da Banda Renato Rio Blues, que toca novamente; é tanta água que as pops tunadas somem, e não habita mais aquele habitat a violências das biz rosas. E só os corajosos prevalecem, a banda Secabudega se mantém firme no palco, eles que seriam classificados como os engomadinhos, permaneceram firme e forte debaixo da tempestade, enquanto a outra banda se mantia aquecida. O pequeno público que estava entre eles, eu lá, se sentiu vitorioso. SÓ OS FORTES PREVALECEM!
A chuva acaba e bem sequinhos e arrumadinhos entra os músicos da banda Time – Momento do rock (e da falta de criatividade para nomes) com toda sua fúria seca e atrasada e seu inglês cruel, ferindo nossos tímpanos com perfeita pronúncia...
Mesmo depois da tentativa da Time de expulsar o público, os fortes ainda prevalecem, molhados mas prevalecem, e esperam ansiosos o momento mais esperado do Show (sem ironia aqui) On The Rocks, que levanta e agita o pequeno público.


Domingo, dia 12. O céu está claro as nuvens estão satisfeitas, apenas o barulho de tendas sendo desarmadas, a vitória de Juazeiro, a cidade sem lei e sem roqueiros, sobre o Bye Bye, a cruel cidade, expulsa os motociclistas sem muito lucros tentando apenas sumir dali o mais rápido possível. Nenhuma banda toca, os vagalumes iluminam fracamente as algas no rio, os grilos persistem em cricrilar mais alto que as triste conversas e assim termina o Bye Bye.
Desde então Juazeiro foi riscada da lista de cidade da Bahia onde o evento poderia ser realizado.
...FIM
*Tanta água para Petrolina e Juazeiro, convenhamos aquilo ali foi uma chuvinha.

quinta-feira, dezembro 16

Vejam e entendam.

Poderíamos (olha o plural!) iniciar este post com a breve constatação de que "A verdade dói para quem não sabe ouvì-la", mas sabemos que seria um equívoco.

Padeiros fazem pães, críticos fazem críticas e músicos deveriam fazer música. E para cada vez o pão ficar mais macio e gostoso, as criticas afiadas e concretas e as músicas harmoniosas e emocionantes, devemos trabalhar nelas e darmos o melhor de nós em busca de qualidade. Porém, no caso da música, não é o que vem acontecendo na região e não me agrada saber que aqui boa música é raridade.

Não vamos nos defender de forma a apresentar nossa opinião como Verdade Absoluta, porque ela não é. Trata-se aqui apenas da exposição de opiniões - em sua maioria (o que significa que não são todas) negativas - sobre determinado trabalho ou banda. São nossas opiniões, caros árduos defensores de "banda tal" e ela permanecerá independentemente de quantos xingamentos nos proferirem.

Se somos apenas "roqueirinhas revoltadas" com "argumentos chulos e infundados", melhor que não leiam isso aqui, pois temos mania de procurar sempre melhorar, e fica cada vez pior.

O blog foi criado com o intuito de criticar sem nenhuma amarra, sim, mas lê e concorda com nossas críticas quem quer. Quem se sente ofendido recolhe-se ao seu canto, vai aos shows e prestigia os artistas, coisa que nós - nem se desejarmos - seremos capazes de impedir.

Quanto aos "artistas" da região que se sentem lesados por nossas críticas, poderiam encarar a coisa de forma a perceber os próprios erros e corrigi-los (e se não crêem que os que apontamos aqui são os piores, procurem. Todo artista comete erros, ninguém está livre disso), pois só assim nossa opinião pode mudar. Vale lembrar que nós também somos seu público. A diferença é que acreditamos que "incentivar a cena alternativa da região" está bem acima de inflar seu ego e os deixar cegos para os próprios defeitos.
Vale ressaltar, também, que a dita "ética profissional" não impera nesse recinto. Zuamos, sim, fazemos piadas e uso do sarcasmo. Depende apenas de quem lê entender o grau de seriedade que tratamos aqui ou simplesmente ignorar, viver suas vidas e "apreciar seus artistas" independentemente da nossa reles opinião.

P.S: Criticamos aqueles que dizem dominar uma arte e exercem seu trabalho insatisfatoriamente. E isso, definitivamente, não requer que aprendamos esta mesma "arte" como forma de superação.
Eis a diferença: Não sabemos tocar. Não temos uma banda. Enquadrar-se na segunda alternativa se a primeira for o caso, é uma questão de bom-senso.
Portanto, desistam de exigir que "façamos uma banda e toquemos melhor", pois assim passaríamos de críticos à hipócritas.

P.S²: Nós não respondemos comentários como "anônimo". Estaremos sempre logados no blog ao fazê-lo. Qualquer um que o faça está simplesmente tentando se passar por nós... como se fosse necessário.


Para o próximo episódio: Comentários sobre o Bye Bye

domingo, dezembro 5

Cabelo de Serpente e Perfeito Estado

Ora ora, fiquei com as duas melhores bandas, sorteamos a banda que iríamos postar, e vejam bem, fiquei logo com as melhores, que saco sorte!
Cabelo de Serpente vindo para inovar com um violino muito bem posicionado, e uma percussão gostosa, definitivamente não é o meu estilo, mas quando a qualidade é boa temos que comentar, e apreciar algo bem feito, os caras inovaram sem exagerar (diferente de outras bandas) tocaram bem e deram um show (o que deveria ser o objetivo de todas as bandas) com os instrumentos em harmonia (também deveria ser o objetivo das outras bandas), usando os mais variados tipos de instrumentos em musicas regionais; um violino, um pandeiro, duas guitarras, uma percussão e muito viceoxentebichim. Um maracatu misturado com novidade que vale a pena parar para assistir. Deixou a desejar a voz do vocalista (que tem uma boa presença de palco) mas tem uma voz bem estranha que faz você desentender a musica toda, mas como eles tocam musica conhecidas, muito bem tocadas por sinal, da para reconhecer (sem meus agradecimentos para o vocal), já disse que tinha uma mulher no triângulo, legal.

Perfeito Estado pouco tinha reparado antes neles, já fazem o trabalho deles tocando um nacional balada de 80/90 faz um tempo, logo, aproveitaram esse tempo para não fazer criticas sociais mal-feitas e desenvolverem todo seu potencial musical, o que agradou bastante a boa forma da banda. Performance balanceada, e para quem curte muito um nacional de qualidade foi muito bom.

Orion o que falar da melhor banda de Petrolina (não que isso seja grande coisa)? Se eles tocaram bem? Sim. Que eles têm uma ótima performance? SIM. Que paguei 5 reiais por eles? SIM. E para falar mal das outras bandas? SIM também. 
Os caras são veteranos e perfeccionistas. Ainda estou em êxtase só  de imaginar que podem vir a tocar  "O Fantasma da Ópera" no futuro e que só já não tocam "porque tem algo que não está bom." É admirável ver uma banda se esforçando para nos trazer sempre o melhor. Além da vocalista, seja lá quem for, que arrepia qualquer um. Só falta curtir um pouco mais o trabalho que faz.

Esclarecendo: Bodezila. Produção: Orion. bandas: Overdrive, Vhyvid, Andranjos, Cabelos de  Serpente, Perfeito Estado e, fechando, Orion. No dia 27 se não me engano.

Obs.: Interessante é que muitas bandas reclamaram que da má qualidade do equipamento de som, porém para essas três bandas não tiveram problemas... Muito interessante.

7º Bodezilla - Andranjos e Vhyvid

No último domingo uma verdadeira multidão de cerca de 70 pessoas compareceu ao bairro Areia Branca afim de conferir a 7ª edição do Bodezilla, o evento que reuniu seis bandas alternativas da região e amplificou a péssima qualidade de algumas com um sistema de som que realmente merece um adjetivo de baixo calão. Sim, a palavra é fudido mesmo.
Como a coisa nesse pequeno e fraternal blog funciona de modo que cada newposter se dedica a uma parcela do assunto, comentarei aqui apenas as apresentações de duas das bandas presentes: A não-emo Vhyvid e a filosófica Andranjos.
Vhyvid, banda já muito criticada pelo cenário alternativo underground punk rock death tribal satanista dumal 666 da cidade pela sua imagem tida como “emo teen” (acreditem, essa definição não me pertence) conseguiu instigar em mim tanto simpatia quanto ojeriza.
Simpatia, sim, pois quem faz um cover da Lady GaGa numa versão screamo (combinando o gutural cachorro-louco do vocal masculino com a voz bonita, mas mal aproveitada, da vocalista principal) depois de ser praticamente vaiada e ainda o toca duas vezes merece ao menos alguns pontos por criatividade e coragem.
Já a ojeriza é proveniente da grande maioria das composições próprias da banda que refletem toda a futilidade de suas influências. Temas à lá “Restart” e conflitos adolescentes desnecessários em melodias repetidas.
Poderia, sim, criticar a banda por inúmeros outros motivos existentes, mas eles gritam por si só. Cabe a cada espectador avaliar.
Já a banda Andranjos, que já iniciou a apresentação ignorando os mudos (ou não tão mudos assim) apelos técnicos para que não tocassem e precisou de uma breve pausa para a manutenção do som.
Desta vez o maior ponto positivo da apresentação não fugiu da rotina: O baixista da banda é, ao menos ao meu reles ver, o grande talento da banda que parece ter moral demais e qualidade duvidosa.
Cantando “sucessos” originais como “A 200 km por hora” (uma música rápida. Literalmente!) e “caos” (a palavrinha preferida dos músicos da banda Overdrive, aos quais infelizmente não cabe a mim comentar) e apresentando seu novo trabalho “Amanhã” (estrelada pelos hippies from bambuzinho Petterson e Micharles), os Andranjos não surpreenderam em nada com seu vocal dispensável e suas letras filosoficamente evoluídas. Ou nem tanto assim.

Bodezilla - Overdrive

Eu vi e entendi, que os cegos não vêem, os surdos não escutam e os mudos não falam. E a polícia não é a solução, beber até cair é que é. #CaosEMiséria.

 Update by Purple: Concordância verbal, não nos abandone.
(Eis o perfeito produto do intelecto de quem "desligou a TV e leu vários livros")

terça-feira, novembro 9

In Tenda - Urbe

Me atrasei, perdi o Los Ticos en Fuego (mas não perdi a chance de zuar com o bebo vocalista durante conversa com ele, hehe).
Curtindo o In Tenda feliz... nem tão feliz, então..tentando curtir feliz, em meios as minhas criticas e elogios de todo os outros ao meu redor, quase um ato de suplicar lixação, nada que me fizesse poupar xingamentos para a droga da Bazzara, ou da minha nítida insatisfação com a Desidratados, que só teve público por conta da grande e sem sentido fama de seu vocalista que fez encher a plateia com um bando de amiguinhos puxa-sacos, que querem ser chegados de um carinha que tem banda (Nossa que foda!!! Você conhece ele? Que legal ele tem uma banda! Me apresenta... vou ficar famoso...)... Continuando... ganhou alguns pontos por tocarem The Beatles com um pingo de dignidade (nem vou falar da merda que o vocalista fez com a musica de Nirvana em um extra para a banda anterior a eles) agitando com os Beatles, dessa vez com sinceridade, a plateia; não apenas por a plateia ser vó, irmão, cachorro, parente, chegado ou papagaio, mas por que estavam gostando, o que pareceu raro.
Bom mas não vim aqui com esse tema...
Tenho apenas que comentar O ultimo Show, para apavorar e enlouquecer, para extasiar e enfurecer, satisfazer e estremecer...(e bota estremecer nisso)... com vocês URBE!
Entrando no palco nosso vocalista: Miss Franjinha Simpática com sua presença marcante de não-sou-emo-mas-fico-estiloso (hehe) e sua banda não-tocamos-emocore-e-vamos-provar
Vi... Comprovei...E Fugi... Por que não tinha o menor cabimento, logo apos enfrentar 3 bandas baratas, com repertorio repetido e criatividade nula, ainda ter capacidade psicológica (e fisiológica) para aguentar a fúria nervosa de emos ansiosos fugidos do zoológico, por que eles apavoraram com suas franjas no screamo pesado e apavoraram tanto que o público dos Desidratados não conseguiu suportar.
Vi uma multidão enfurecida sair correndo atrapalhada tentando salvar o pouco que restava dos seus timpanos, a falsa admiração de consideração pelo rockn'roll rolou fora (até porque aquilo não era rockn'roll, então para que fingir mais?), o objetivo principal agora era a salvação. A multidão desesperada espalhou-se pelo centro...e eu fui junto...Porque os emozinhos, não tão emozinhos assim, eram "heavy metal" pesado demais para mim...é screamo cara! Tá, se você diz.
E eu pensando que o tio Ozzy que pegava pesado, e o Dio? Hahaha, quem seria Dio perto deles... e o Bruce... jamais, ele não conseguiria fazer um som tão pesado assim. Depois a gente diz que bichinha é tudo fresca, é por que não viram esses caras tocar.
Mas tenho que admitir em questão de harmonia, a banda estava muito bem, se retirassem o vocalista, se fizessem feito o Rush só instrumental, eu parava para escutar e teria sido a melhor apresentação do In Tenda, mais talento desperdiçado (cara é só tirar o vocalista que fica legal).
Atualização atrasada, e desleixo total, por enquanto, estamos tentando manter uma maior dedicação... mais tarde.